Após conferir as fotos leia o artigo abaixo e veja que nem sempre a criança foi tratada desta forma:
A Infância após a Idade Média
História Social da Infância e da Família segundo Philippe Àries
Até então, o que denominamos de primeira infância (três ou quatro anos), a criança era acompanhada pelos pais e tinha seus momentos de criança, isoladamente ou brincando e jogando com outras crianças. Logo depois, passam a jogar e brincar com os adultos e com jogos de adultos; até mesmo das festividades esses pequenos participavam até acabar. As famílias não desenvolviam afetividade pelas crianças e não havia a preocupação em cuidar deles com sentimentos fraternos.
No final do século XV e começo do XVI, começa-se a cobrar da sociedade o cuidado com a criança e a necessidade de se desenvolver afetividade fraterna pelos filhos. Lentamente, esse processo passa a mudar e as crianças adquirem o direto de estar mais próximas de seus pais. Começam a aparecer mais escolas populares, onde todos do gênero masculino podem frequentar, independente da classe social. Muitos meninos frequentam essas escolas, onde já se faz um trabalho pedagógico diferenciado, nas quais havia classes separadas por idades.
No começo, eram internatos, ou os alunos moravam em pensionatos e frequentavam as escolas. Mas as famílias sentem necessidade de estar mais próximas de seus filhos e começam a existir os externatos.
É a partir do princípio do século XX que a escola começa a mudar sua postura perante a educação das crianças, percebendo a sua importância para o seu desenvolvimento como ser humano.
Para Damazio (1991) a criança passa por limitações impostas pelos adultos que as impedem de ser o que realmente são. “Fico sempre com a sensação de que algo se perde pelo caminho. Seja o brilho dos olhos, o sorriso e a palavra espontânea ou a criatividade fácil e corriqueira” (p. 8).
Para ele, a criança precisa ser respeitada e esse respeito pela criança começa quando reconhecemos sua autonomia que se traduz em: “apreender o mundo, sentir seus limites, seus potenciais, seus desejos e fantasias.
Nós só podemos reconhecer essa autonomia se tentarmos entender como funciona esse sujeito chamado (por nós) de criança”
É preciso acabar com a visão que as pessoas têm da criança ser um ser indefeso e dependente. A criança não é melhor ou pior que o adulto, ela é diferente porque pensa e sente diferente.

A criança é uma pessoa ávida de sensações e conhecimentos. Seu aprendizado é a marca mesma do seu estar no mundo. O grande equívoco está no adulto que vê a criança como sua miniatura. Na criança a experiência e a expressão são brinquedos, a invenção é prazer, viver significa descobrir: abrir portas, ir além do espelho. A linguagem e a vida se mesclam numa relação vital e completa. (Damazio, 1991).
Para Arroyo (1994), a infância são várias, variam de criança para criança. A infância no campo não é como na cidade, ela é mais curta, já a da cidade pode ser desfrutada por mais tempo não é preciso sair cedo de casa para ajudar o pai no trabalho.


Assim como a da criança de favela não é igual a da criança do condomínio fechado, elas não deixam de ser crianças, mas viverão a infância de forma diferente, uma poderá ser livre e trará o sustento da casa desde cedo, a outra não precisará trabalhar tão cedo, poderá ter uma infância mais

longa, mas será privada da liberdade que a criança da favela desfruta.
Nós só podemos reconhecer essa autonomia se tentarmos entender como funciona esse sujeito chamado (por nós) de criança”
É preciso acabar com a visão que as pessoas têm da criança ser um ser indefeso e dependente. A criança não é melhor ou pior que o adulto, ela é diferente porque pensa e sente diferente.
Assim como a da criança de favela não é igual a da criança do condomínio fechado, elas não deixam de ser crianças, mas viverão a infância de forma diferente, uma poderá ser livre e trará o sustento da casa desde cedo, a outra não precisará trabalhar tão cedo, poderá ter uma infância mais
longa, mas será privada da liberdade que a criança da favela desfruta.
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